O Governo anunciou, em 27 de Março de 2026, novos diplomas no âmbito da reforma da habitação.
Entre as várias medidas, destaca-se a criação de um mecanismo de resolução célere de heranças indivisas.
1. O problema
Em Portugal, milhares de imóveis estão “presos” em heranças indivisas.
Litígios entre herdeiros, falta de acordo e custos associados à partilha fazem com que muitas casas fiquem anos fora do mercado, ou seja, não são vendidas, não são arrendadas e não são reabilitadas.
2. Impacto na habitação
Quando uma herança indivisa fica bloqueada:
3. O que o Governo anuncia
No comunicado do Conselho de Ministros de 27 de Março de 2026, é anunciada a criação de um novo mecanismo de resolução célere de heranças indivisas, integrado na reforma da habitação, ao lado de:
O objectivo: trazer mais imóveis para o mercado.
4. O que está em causa
Este novo mecanismo deverá permitir:
5. Desafios e oportunidades
Se for eficaz, este instrumento pode libertar um volume relevante de imóveis e criar oportunidades de investimento, reabilitação e arrendamento.
Para operadores jurídicos, será também um novo terreno de intervenção na articulação entre direito sucessório e política de habitação.
A chave estará no equilíbrio entre celeridade e garantias dos herdeiros e na forma como estes diplomas forem concretizados na prática.